
Celebram-se hoje os vinte
O Muro de Berlim é, provavelmente,
o mais expressivo símbolo da Tirania na memória do Homem actual. Sabemos que a passagem do Tempo tende a suavizar os contornos da História. Ditosamente, pedaços do Muro podem ser comprados hoje em Berlim, velhas relíquias evocando um qualquer acontecimento passado, já longínquo e esquecido. Olhando para o mundo de hoje, é uma paisagem triste e angustiante que se nos depara. A URSS já não existe, mas a Rússia continua e o seu relacionamento com a Europa e Estados Unidos da América mantém, em larga medida, as idiossincrasias herdadas dos tempos do Muro. Enfrentamos a possibilidade de um Irão Nuclear. A Coreia do Norte e o Paquistão são já potências nucleares. O aumento exponencial do fanatismo religioso, em particular nos países que se sentem vítimas do novo colonialismo Ocidental, faz-nos temer o pior.
As alterações climáticas e a falência do Capitalismo constituem-se como assustadoras ameaças para a Humanidade.
A queda do Muro de Berlim oferece-nos duas lições de grande valor. Em primeiro lugar, a de que a Tirania pode ser confrontada e derrubada pelo Povo. Em segundo lugar, também a de que o triunfo da Liberdade nunca é definitivo. Terá de ser permanentemente renovado, não apenas pela nossa vontade, mas também pela fundamentação ética dos nossos princípios mais valiosos, dos quais destacamos, naturalmente, a Liberdade.
o mais expressivo símbolo da Tirania na memória do Homem actual. Sabemos que a passagem do Tempo tende a suavizar os contornos da História. Ditosamente, pedaços do Muro podem ser comprados hoje em Berlim, velhas relíquias evocando um qualquer acontecimento passado, já longínquo e esquecido. Olhando para o mundo de hoje, é uma paisagem triste e angustiante que se nos depara. A URSS já não existe, mas a Rússia continua e o seu relacionamento com a Europa e Estados Unidos da América mantém, em larga medida, as idiossincrasias herdadas dos tempos do Muro. Enfrentamos a possibilidade de um Irão Nuclear. A Coreia do Norte e o Paquistão são já potências nucleares. O aumento exponencial do fanatismo religioso, em particular nos países que se sentem vítimas do novo colonialismo Ocidental, faz-nos temer o pior.
As alterações climáticas e a falência do Capitalismo constituem-se como assustadoras ameaças para a Humanidade.A queda do Muro de Berlim oferece-nos duas lições de grande valor. Em primeiro lugar, a de que a Tirania pode ser confrontada e derrubada pelo Povo. Em segundo lugar, também a de que o triunfo da Liberdade nunca é definitivo. Terá de ser permanentemente renovado, não apenas pela nossa vontade, mas também pela fundamentação ética dos nossos princípios mais valiosos, dos quais destacamos, naturalmente, a Liberdade.
Este seu vigésimo aniversário representa não só uma oportunidade para recordarmos o que estava em jogo na Guerra Fria, mas igualmente para avaliarmos o que continua em risco, no eterno combate pela Liberdade. A queda do muro não foi o fim de um pesadelo já distante, mas tão-somente o terminar de apenas mais um triste capítulo da nossa história recente.
